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Benjamin Epps - La grande désillusion
Chronique d'album

Benjamin Epps - La grande désillusion

Por Le Stagiaire·

Benjamin Epps criou o cenário para seu primeiro álbum de estúdio, La Grande désillusion, como se já tivesse ouvido um veredicto antes mesmo do lançamento do disco: o de um rapper que não se limita a rimar, mas que personifica uma postura. Lançado em 7 de abril de 2023 na gravadora Mocabe Nation, este primeiro álbum de estúdio tem doze faixas e trinta e nove minutos e dezesseis segundos.

A abertura impactante: uma faixa que define os desafios do projeto

A primeira faixa, la grande désillusion, não se limita a dar nome ao álbum; ela estabelece imediatamente o tom. É uma introdução que rejeita qualquer complacência, uma forma de começar onde Benjamin Epps assume sua posição sem filtros. Essa abertura e encerramento emolduram um disco que pretende ser ao mesmo tempo íntimo e universal, sem nunca ceder à auto-flagelação ou ao exibicionismo.

A dimensão histórica: MC Solaar e Styles P como portadores de legado

O álbum não se limita a se situar no presente; ele dialoga com uma história do rap francófono que é longe de ser anedótica. Em libre, a colaboração com MC Solaar não é apenas um efeito da moda ou uma tentativa de legitimação por procuração: é um encontro entre gerações, onde o lendário rapper francês traz sua voz e experiência para um projeto que busca ser contínuo. Essas duas colaborações não são meros adereços; elas constituem pilares estruturais do álbum, que lhe conferem uma profundidade histórica e uma legitimidade através da proximidade com figuras estabelecidas.

O eco internacional: Angelique Kidjo como ponto central cultural

Se MC Solaar e Styles P ancoram o projeto na história do rap francófono, dans nos murs abre o álbum para outros horizontes. A colaboração com Angelique Kidjo nesta última faixa não é apenas um toque exótico: ela coloca Benjamin Epps em continuidade cultural que ultrapassa as fronteiras geográficas e linguísticas. Essa presença internacional não se limita à forma; ela transforma o álbum em um espaço de encontro entre vozes vindas de contextos diferentes, sem que isso dilua a intenção original do projeto.

O paradoxo da fragmentação estilística: uma força ou uma fraqueza?

Entre capitaine flamme, bienvenue à b'hell-vue e os títulos mais introspectivos, como vivre ou mes rois dorment, o álbum explora diferentes estilos. Essa diversidade pode ser vista como uma riqueza, mas também pode fragmentar a experiência do ouvinte. Os títulos genéricos, como la tension ou la pression, nem sempre oferecem a mesma profundidade narrativa que as músicas com participações especiais ou produção mais marcante. É difícil chegar a uma conclusão sem ouvir o álbum por completo, mas é certo que essa diversidade levanta questões sobre a coerência geral do projeto.

Conclusão: um álbum fundamental que estabelece as bases para um legado

A dimensão histórica do projeto é reforçada por colaborações importantes: MC Solaar, em libre, traz sua experiência para um projeto que mantém a continuidade, enquanto Styles P consolida Benjamin Epps na história do rap francês. Essas duas figuras já estabelecidas não são apenas adições cosméticas, mas sim pilares que dão profundidade ao álbum. A dimensão internacional é garantida pela participação de Angelique Kidjo em dans nos murs, a última faixa do álbum, que coloca o projeto em continuidade cultural que ultrapassa as fronteiras geográficas e linguísticas.

La Grande désillusion não é um álbum perfeito. Apresenta algumas incertezas e uma fragmentação estilística que podem prejudicar a unidade da experiência auditiva. No entanto, é importante lembrar que este é o primeiro álbum de estúdio de Benjamin Epps, uma etapa fundamental na construção de sua trajetória artística. Este álbum estabelece as bases para um legado: o de um rapper que rejeita o filtro digital, que assume suas colaborações sem tentar explorá-las, e que se atreve a se posicionar na interseção de várias tradições musicais. Abre caminho para projetos futuros como READY FOR WAR (2023), L'Enfant Sacré De Bellevue (2025) ou ainda L'Enfant sacré de belle vue, Pt. 2 (2025). Mas, acima de tudo, permanece este primeiro álbum de estúdio, uma obra que marca o início de uma carreira e que merece ser ouvida por suas qualidades: um projeto ambicioso, imperfeito, mas honesto.

Informações técnicas

- Lançamento: 7 de abril de 2023 - Gravadora: Mocabe Nation - Faixas: 12 (39 minutos e 16 segundos) - Abertura / Encerramento: la grande désillusion / dans nos murs - Convidados: Styles P, MC Solaar, Josman, Angelique Kidjo

🎬 Os videoclipes do álbum

12 clips · reprodução contínua

Faixas

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🔥 Os temas que estão a bombar

Classificação Hip-Hop/R&B · semana de 12/10/2026

  1. 1Solar Eclipse— Drake & Don Toliver
  2. 2Quebec— Drake
  3. 3I Just Might— Bruno Mars
  4. 4Cold Shoulder— Drake, Don Toliver & Yebba
  5. 5Janice STFU— Drake
  6. 6Dead Fresh— Lil Baby
  7. 7Classic— Drake
  8. 8What You Need— Tems
  9. 9Cinderella— Mac Miller Featuring Ty Dolla $ign
  10. 10So Good— Jhene Aiko Featuring Kendrick Lamar

Crítica publicada em 02/10/2026 · Crónicas

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