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Fabri Fibra - Mentre Los Angeles brucia
Chronique d'album

Fabri Fibra - Mentre Los Angeles brucia

Nota da redação8,5/ 10
Por Le Stagiaire·

O álbum Mentre Los Angeles Brucia se define por uma ambição industrial rara, ao contrário da maioria dos discos que se restringem à introspecção solitária. Fabri Fibra opta por construir uma orquestra de "street code", transformando seu trabalho em uma plataforma coletiva, onde cada voz adicionada contribui para expandir o vocabulário do projeto. Lançado em 20 de junho de 2025, sob a chancela da Epic, da Sony Music, este álbum não busca isolar o artista, mas sim integrá-lo em um ecossistema de prestígio que redefine os códigos do rap italiano contemporâneo. Com uma duração total de uma hora e sete minutos, para vinte e três faixas, a estrutura permite uma exploração temática densa, sem sacrificar a coerência narrativa, ao contrário de projetos mais curtos, mas frequentemente menos bem-sucedidos.

O legado em destaque: Guccini e Ernia, dois pilares históricos das extremidades do disco

O álbum começa imediatamente com uma questão de legitimidade artística, que L'Avvelenata (Pretesto) responde de forma inequívoca. A primeira faixa é uma aliança estratégica com Francesco Guccini, uma figura fundamental do repertório clássico italiano. Esta colaboração não é apenas um adorno; ela estabelece, desde o primeiro segundo, um peso histórico imediato na música, ancorando Fabri Fibra em uma linhagem de grandes vozes narrativas. Francesco Guccini traz uma referência histórica e um peso clássico imediato à faixa, transformando a entrada no álbum em um momento de consagração.

O ecossistema híbrido: do rock de Massimo Pericolo ao rap francês de Joan Thiele

No centro deste projeto, está a capacidade de Fabri Fibra de fundir universos sonoros distintos, sem causar conflitos. Salsa Piccante ilustra perfeitamente essa vontade de hibridação, com a presença simultânea de Gaia e Massimo Pericolo. A voz do rapper francês conhecido sugere uma colaboração intercontinental ou a integração de um estilo de rap francês no coração da produção italiana, ampliando assim o público potencial e a paleta de estilos do álbum.

A ambição industrial do projeto também se manifesta na gestão das texturas rítmicas e vocais internas. Ele traz seu flow e sua presença rítmica característica para a faixa, remetendo ao trabalho anterior em conjunto, na colaboração em "In testa" (Chi vuole essere Fabri Fibra? (2009)). A complexidade vocal atinge o ápice com Stupidi, onde duas figuras, Papa V e Nerissima Serpe, se unem para criar uma faixa com uma textura rica e complexa. Sua associação reúne duas vozes distintas, criando uma interação que enriquece a trilha sonora do álbum, muito além de uma simples sobreposição de flows.

Conclusão: uma jornada em 23 faixas, onde a colaboração não é uma opção, mas sim a espinha dorsal de uma ambição industrial Epic/Sony

O álbum Mentre Los Angeles Brucia faz parte de uma trajetória discográfica marcada pela continuidade e homenagem, como evidenciado pelo álbum Turbe Giovanili (20° Anniversario / Versione Originale), lançado em 2022. Essa edição comemorativa confirma a longevidade do artista e seu compromisso com suas raízes, uma abordagem que se reflete na riqueza das colaborações presentes no novo álbum. A ligação histórica também é reforçada pela presença de Noyz Narcos em Sbang, uma faixa que prolonga a trajetória iniciada há dez anos, através da colaboração em "In testa" no álbum Chi vuole essere Fabri Fibra? (2009). Essa longa história compartilhada valida a decisão de reter essa parceria, transformando uma experiência passada em um pilar fundamental do projeto atual. A decisão de incluir Noyz Narcos na Epic, Sony Music, demonstra que Fabri Fibra não teme revisitar suas parcerias passadas para enriquecer seu estilo, mantendo ao mesmo tempo uma forte coerência narrativa. Entre a faixa dedicada a Francesco Guccini e a finalizada com Ernia em Russian Roulette, as faixas centrais permitem uma exploração das relações familiares e íntimas, especialmente através de Mio Padre, Figlio, Stammi Vicino e Vivo. Essa disposição sequencial revela uma intenção narrativa que vai além da simples combinação de colaborações. O álbum funciona como uma narrativa completa, onde cada convidado, seja lendário como Guccini ou atual como Papa V, contribui para a construção de um universo sonoro híbrido. A duração total de uma hora e sete minutos oferece espaço suficiente para que essas diferentes facetas se expressem sem diluir a personalidade do artista, consolidando o status de Fabri Fibra como um arquiteto capaz de gerenciar essa complexidade tanto cronológica quanto estilística. A arquitetura do projeto se baseia em uma seleção cuidadosa de seus vinte e três títulos, onde sete colaborações importantes transcendem a simples presença de convidados, tornando-se catalisadores temáticos. Essa estratégia de abertura para o exterior se concretiza também com a participação de Noyz Narcos na faixa "Sbang", prolongando assim uma parceria artística iniciada há mais de dez anos, durante o álbum Chi vuole essere Fabri Fibra? (2009). Essa repetição de uma parceria passada demonstra que a trajetória do rapper não se limita a olhar para o passado para honrar seu legado, mas se apoia ativamente em uma história compartilhada com parceiros de longa data para enriquecer o desenvolvimento estilístico de sua obra. A arquitetura sonora de Mentre Los Angeles Brucia se apresenta como uma verdadeira enciclopédia das cenas urbanas italianas, onde cada faixa convidada funciona como um capítulo de uma história mais ampla do que a do próprio rapper. A estratégia editorial dessa edição na Epic, Sony Music, se baseia em uma dialética entre o reconhecimento do passado e a projeção para o futuro. Ao posicionar L'Avvelenata (Pretesto) como ponto de partida, o álbum se insere em uma continuidade direta com a edição comemorativa de Turbe Giovanili, lançada dois anos antes, mas não se limita a revisitar o legado: ele o impulsiona para uma nova era. A presença marcante de Noyz Narcos em Sbang valida essa ambição industrial, confirmando uma longa parceria artística que remonta a 2009, muito antes do lançamento deste álbum importante. Este álbum de 23 faixas, cuja lista completa é apresentada de forma regular até a conclusão com Ernia em Russian Roulette, desenha um retrato complexo de um artista capaz de equilibrar lendas históricas e figuras emergentes como Tredici Pietro ou Nerissima Serpe. O álbum Mentre Los Angeles Brucia se destaca por uma curadoria precisa que alterna introspecção pura e explosões sonoras, como demonstra a combinação de faixas como Karma Ok, Tossico ou Sinner com faixas de abertura e encerramento carregadas de simbolismo político e existencial. Essa estrutura narrativa, que se estende por uma hora e sete minutos, permite que Fabri Fibra navegue entre as esferas do privado e do coletivo, sem nunca romper com a linha narrativa de sua mensagem. A presença de figuras tão contrastantes como Francesco Guccini na abertura e Ernia no encerramento, ancoram o projeto em uma tradição narrativa rigorosa, onde cada colaboração é escolhida não apenas por sua notoriedade, mas também por sua capacidade de enriquecer a paleta temática do álbum. A lista de faixas também revela uma vontade de manter um equilíbrio delicado entre as faixas solo e as colaborações, com sete faixas dedicadas a convidados em um total de vinte e três, o que confere ao álbum uma dimensão orquestral raramente alcançada em um álbum solo. Faixas como Mio Padre, Figlio ou Stammi Vicino sugerem uma exploração íntima que contrasta com as dimensões mais sociais abordadas por faixas como Milano Baby ou Mentre Los Angeles Brucia. A edição na Epic, Sony Music, marca assim um ponto de virada para uma produção em grande escala, ao mesmo tempo em que preserva a integridade de um álbum concebido como uma narrativa completa e coerente.

Ficha técnica

- Lançamento: 20 de junho de 2025 - Gravadora: Epic, Sony Music - Faixas: 23 (1 hora e 7 minutos) - Abertura / encerramento: L'Avvelenata (Pretesto) / Russian Roulette - Convidados: Francesco Guccini, Tredici Pietro, Gaia, Massimo Pericolo, Joan Thiele, Noyz Narcos, Papa V, Nerissima Serpe, Ernia - Álbum anterior: Turbe Giovanili (20° Anniversario / Versione Originale) (2022)

🎬 Os videoclipes do álbum

23 clips · reprodução contínua

Faixas

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🔥 Os temas que estão a bombar

Classificação Hip-Hop/R&B · semana de 12/10/2026

  1. 1Solar Eclipse— Drake & Don Toliver
  2. 2Quebec— Drake
  3. 3I Just Might— Bruno Mars
  4. 4Cold Shoulder— Drake, Don Toliver & Yebba
  5. 5Janice STFU— Drake
  6. 6Dead Fresh— Lil Baby
  7. 7Classic— Drake
  8. 8What You Need— Tems
  9. 9Cinderella— Mac Miller Featuring Ty Dolla $ign
  10. 10So Good— Jhene Aiko Featuring Kendrick Lamar

Crítica publicada em 16/10/2026 · Crónicas

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