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Flynt - Itinéraire bis
Chronique d'album

Flynt - Itinéraire bis

Por Le Stagiaire·

Flynt regressa após cinco anos de espera para confirmar sua autonomia artística com "Itinéraire bis", um álbum que não se limita a repetir o sucesso de seus primeiros trabalhos, mas explora suas complexas ramificações. Este segundo álbum de estúdio, lançado em 15 de outubro de 2012 pela sua própria gravadora OFFSIDERZ, insere-se numa trajetória em que o artista optou por manter o controle sobre sua obra, consolidando um modelo independente que surgiu pouco antes do lançamento do disco.

De "J'éclaire ma ville" a "Itinéraire bis": cinco anos de trajetória independente.

O período de tempo que separa este projeto do seu antecessor, "J'éclaire ma ville", lançado em 2007, representa um marco significativo para um rapper francês. Mais de cinco anos entre os dois lançamentos marcam um retorno em grande estilo, em vez de uma simples continuidade silenciosa. Flynt utilizou este longo período de ausência para afirmar sua visão sem compromissos, criando sua gravadora OFFSIDERZ em 2011, pouco antes de lançar este álbum que se tornou a vitrine de suas ambições. O álbum alcançou a 120ª posição nas vendas na França, um resultado comercial que valida a existência de um público fiel em torno de sua carreira.

Soulchildren, Just Music e Nodey: uma produção multifacetada.

A arquitetura sonora de "Itinéraire bis" se baseia na diversidade de produtores, o que evita o esquema repetitivo frequentemente observado na música independente. Soulchildren é uma das figuras centrais deste disco, participando em seis faixas distintas, algumas das quais incluem créditos técnicos adicionais, como scratches ou gravações. Just Music (3) e Nodey também contribuem com seu toque pessoal, sendo que o primeiro assina três músicas e o segundo, duas outras. Essa distribuição permite que o som varie entre diferentes texturas, enquanto outros nomes, como Angeflex e Fays Winner, complementam o cenário de produção para as faixas restantes. A presença técnica de Blaiz em algumas gravações ou scratches adiciona uma camada de detalhe que enriquece a composição geral, sem que seja necessário buscar explicações externas aos créditos listados.

Orelsan, Tiwony e Taïro: as colaborações que ancoram "Itinéraire bis" na história.

A dimensão colaborativa ganha destaque ao analisarmos as participações de outros artistas neste disco. Em "Mon Pote", Orelsan não só contribui com sua voz, mas também é creditado como autor, trazendo uma autoridade literária que se alinha com o tema da faixa. Da mesma forma, Tiwony é creditado como convidado em "Toujours Authentique", e Taïro participa ativamente em "J'En Ai Marre De Voire Ta Gueule". Essas colaborações transformam o disco em um verdadeiro coletivo, onde cada voz contribui para definir o universo sonoro. Outras faixas também incluem artistas do rap francês, como em "La Balade Des Indépendants" ou "Homeboy", reforçando a coesão de uma cena que se enriquece mutuamente.

Conclusão: um álbum que consolida Flynt como figura do rap independente.

"Itinéraire bis" conclui-se com uma afirmação clara da identidade artística de Flynt, um álbum que explora o seu universo à sua maneira. O equilíbrio entre uma produção variada e colaborações estratégicas permite que o projeto atraia tanto os amantes de sons experimentais quanto os fãs do rap francês tradicional. Embora o intervalo de cinco anos entre os álbuns possa surpreender alguns ouvintes, este retorno tardio acaba por ser uma validação das escolhas feitas pelo artista para se manter independente. Com um ranking na 120ª posição nas vendas na França e uma recepção positiva da crítica, este álbum permanece um marco importante na discografia de Flynt, marcando o seu progresso em direção a um reconhecimento mais amplo sem sacrificar a sua autenticidade.

🎬 Os videoclipes do álbum

12 clips · reprodução contínua

Faixas

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🔥 Os temas que estão a bombar

Classificação Hip-Hop/R&B · semana de 12/10/2026

  1. 1Solar Eclipse— Drake & Don Toliver
  2. 2Quebec— Drake
  3. 3I Just Might— Bruno Mars
  4. 4Cold Shoulder— Drake, Don Toliver & Yebba
  5. 5Janice STFU— Drake
  6. 6Dead Fresh— Lil Baby
  7. 7Classic— Drake
  8. 8What You Need— Tems
  9. 9Cinderella— Mac Miller Featuring Ty Dolla $ign
  10. 10So Good— Jhene Aiko Featuring Kendrick Lamar

Crítica publicada em 12/08/2026 · Crónicas

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