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Gorillaz - Gorillaz
Chronique d'album

Gorillaz - Gorillaz

Nota da redação8,5/ 10
Por Le Stagiaire·

O álbum Gorillaz é construído como um quebra-cabeça gigante, onde cada peça é uma voz diferente. Desde o primeiro segundo, o disco se recusa a se limitar a uma única identidade: não é a obra de um grupo virtual estático, mas sim de uma máquina que junta elementos díspares.

Re-Hash: a abertura eletrônica japonesa

A faixa de abertura, Re-Hash, não é apenas uma introdução; é um mapa geográfico sonoro. Ela se inicia com o canto de Miho Hatori, cuja voz suave e etérea estabelece imediatamente uma conexão japonesa com o universo do disco. Essa presença não é meramente decorativa: ela define o tom de todo o trabalho, introduzindo uma sensibilidade eletrônica e pop que contrasta com as texturas mais brutas ou orgânicas das faixas seguintes.

O ecletismo dos gêneros musicais

O disco se recusa a qualquer categorização simples. Cada faixa se torna um laboratório onde um gênero é testado, desconstruído e, em seguida, remontado com elementos emprestados de outros lugares. É assim que Rock the House pode coexistir com Slow Country, duas faixas que não têm nada em comum, exceto sua pertença à mesma paisagem sonora.

As colaborações internacionais

Ao analisarmos mais detalhadamente as participações especiais, percebemos que elas não estão ali apenas para cumprir uma cota: elas servem para ampliar o alcance de influência do grupo. Del The Funky Homosapien aparece em duas faixas distintas: Clint Eastwood e Rock the House. Ibrahim Ferrer, por sua vez, participa em Latin Simone (Que Pasa Contigo), injetando uma sonoridade cubana e latino-americana que expande ainda mais o alcance geográfico do álbum. Cada convidado é, portanto, um elo de uma corrente que conecta o Japão a Cuba, aos Estados Unidos e ao Reino Unido, sem jamais apagar as características locais.

Produção variada entre Londres e Jamaica

É por isso que Double Bass pode parecer tão orgânica, enquanto Starshine mantém uma frieza sintética que lhe é própria.

Encerramento com 19-2000 - Remix de Soulchild.

Essa dupla base geográfica explica a tensão constante entre as texturas eletrônicas britânicas e as influências mais orgânicas ou reggae que permeiam várias faixas. Com seus 17 títulos e uma duração total de aproximadamente uma hora, este é o primeiro álbum de estúdio do projeto lançado em 1998. Ele vendeu mais de sete milhões de cópias e inscreveu o grupo no Livro Guinness dos Recordes como a formação virtual mais bem-sucedida. Esse sucesso abriu caminho para uma discografia extensa: Demon Days (2005), The Fall (2010), Humanz (2017), The Now (2018), Song Machine, Season One: Strange Timez (2020), Cracker Island (2023) e The Mountain (2026). Os seis artistas convidados confirmados nas 17 faixas não são meras participações decorativas. Del The Funky Homosapien, Miho Hatori, Tina Weymouth, Ibrahim Ferrer e Sweetie Irie formam uma rede que conecta o Japão, Cuba, os Estados Unidos e a Europa. Cada convidado traz sua própria cor: a voz etérea de Miho Hatori em Re-Hash e 19-2000, o flow hip-hop de Del The Funky Homosapien em duas faixas distintas, o toque cubano de Ibrahim Ferrer em Latin Simone (Que Pasa Contigo), ou ainda a contribuição de Sweetie Irie na versão remixada de Clint Eastwood. Essas colaborações expandem o campo sonoro do álbum sem jamais apagar as especificidades locais. O álbum termina com 19-2000 - Soulchild Remix, uma faixa que não busca encerrar a discussão, mas sim abri-la para outros horizontes. Essa escolha de finalização lembra que Gorillaz é um projeto cuja forma está sempre em movimento, nunca estática.

Ficha técnica

- Lançamento: 2001 - Gravadora: Parlophone - Faixas: 17 (1 hora e 04 minutos) - Abertura / Encerramento: Re-Hash / 19-2000 - Soulchild Remix - Participações especiais: Miho Hatori, Del The Funky Homosapien, Tina Weymouth, Ibrahim Ferrer, Sweetie Irie

🎬 Os videoclipes do álbum

17 clips · reprodução contínua

Faixas

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🔥 Os temas que estão a bombar

Classificação Hip-Hop/R&B · semana de 12/10/2026

  1. 1Solar Eclipse— Drake & Don Toliver
  2. 2Quebec— Drake
  3. 3I Just Might— Bruno Mars
  4. 4Cold Shoulder— Drake, Don Toliver & Yebba
  5. 5Janice STFU— Drake
  6. 6Dead Fresh— Lil Baby
  7. 7Classic— Drake
  8. 8What You Need— Tems
  9. 9Cinderella— Mac Miller Featuring Ty Dolla $ign
  10. 10So Good— Jhene Aiko Featuring Kendrick Lamar

Crítica publicada em 06/10/2026 · Crónicas

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