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Kehlani - It Was Good Until It Wasn’t
Chronique d'album

Kehlani - It Was Good Until It Wasn’t

Nota da redação8,5/ 10
Por Le Stagiaire·

Kehlani é libertada com o álbum It Was Good Until It Wasn’t, onde a voz explora a erosão dos laços amorosos. Lançado em 8 de maio de 2020 pela Atlantic Records, este segundo álbum de estúdio prioriza a imersão nas emoções em vez de uma autobiografia direta. A obra, com duração total de 39 minutos, transforma momentos sombrios em composições musicais, graças a uma produção onde os ritmos suaves se combinam com melodias de piano jazz e guitarras espanholas. Cada faixa funciona como uma etapa no declínio de um relacionamento.

Uma escrita introspectiva, onde as colaborações com Tory Lanez, Jhené Aiko, Masego, Lucky Daye e James Blake redefinem a poesia.

O álbum se estrutura em torno da escrita e do lirismo como principais veículos da mensagem artística. As participações adicionam profundidade emocional a cada faixa, atuando como catalisadores vocais na exploração temática das relações em crise. A presença de um artista masculino em Can I, com Tory Lanez, introduz uma dinâmica narrativa contrastante, que adiciona uma camada de complexidade à narrativa amorosa. Da mesma forma, a colaboração com Jhené Aiko em Change Your Life traz a validação de uma voz suave e conhecida pelo estilo R&B, reforçando o aspecto emocional da música através de uma complementaridade natural entre os dois intérpretes. A participação de um artista masculino em Hate The Club, com Masego, continua essa lógica de aprofundamento dos registros vocais para explorar as facetas de um relacionamento em crise. A colaboração com Lucky Daye em Can You Blame Me também traz uma presença masculina específica à faixa, enquanto a participação de James Blake em Grieving introduz uma profundidade atmosférica única, graças à sua experiência e voz distinta. Cada participação, portanto, é uma escolha precisa para redefinir o lirismo do álbum, transformando a simples adição de nomes em uma verdadeira exploração arquitetural dos sentimentos.

A arquitetura vocal de um álbum de 39 minutos, marcado por padrões de piano jazz e guitarras espanholas

A criação de um universo sonoro onde os padrões de piano jazz e guitarras espanholas definem o timbre vocal do projeto é o ponto central da experiência auditiva. Essa produção cuidadosa permite que a voz de Kehlani se desenvolva em um ambiente que remete aos resgates do R&B lento dos anos 2000, oferecendo uma sucessão de faixas concisas e focadas. O álbum se revela, assim, como uma experiência imersiva, onde a arquitetura vocal é complementada por uma vasta lista de produtores históricos, incluindo Kehlani, Fwdslxsh, J.R. Rotem, The Rascals, Akeel Henry, Ness, Bizness Boi, T-Minus, Skrillex, David D.A. Doman e K. Roosevelt. As faixas principais, Toxic, Can I, Grieving e Change Your Life, personificam a força emocional do projeto, servindo como pilares para essa exploração temática das relações em declínio. Cada faixa, seja solo ou colaborativa, contribui para a imersão total no tema central do álbum, validando a concisão das faixas, que reforça a experiência de um R&B lento e esquecido. A duração de 39 minutos permite uma sucessão de resgates do R&B lento dos anos 2000, com uma imersão total no tema das relações em declínio, sem jamais diluir a força das composições. A exploração dos temas relacionais através de faixas principais como Toxic, Can I, Grieving e Change Your Life demonstra como o álbum mantém uma forte coerência conceitual. Essas faixas, sejam acompanhadas ou não por colaborações, servem como pontos de ancoragem para o projeto, personificando a força emocional do disco através de sua capacidade de capturar as nuances de uma relação em declínio. A presença de Real Hot Girl Skit e Lexii’s Outro na lista de faixas completa essa arquitetura narrativa, oferecendo momentos de pausa ou transição que estruturam a experiência auditiva.

🎬 Os videoclipes do álbum

15 clips · reprodução contínua

Faixas

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🔥 Os temas que estão a bombar

Classificação Hip-Hop/R&B · semana de 12/10/2026

  1. 1Solar Eclipse— Drake & Don Toliver
  2. 2Quebec— Drake
  3. 3I Just Might— Bruno Mars
  4. 4Cold Shoulder— Drake, Don Toliver & Yebba
  5. 5Janice STFU— Drake
  6. 6Dead Fresh— Lil Baby
  7. 7Classic— Drake
  8. 8What You Need— Tems
  9. 9Cinderella— Mac Miller Featuring Ty Dolla $ign
  10. 10So Good— Jhene Aiko Featuring Kendrick Lamar

Crítica publicada em 28/07/2026 · Crónicas

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