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Lesram - MALVADO
Chronique d'album

Lesram - MALVADO

Nota da redação8,0/ 10
Por Le Stagiaire·

Em 21 de novembro de 2025, Lesram lança MALVADO, um álbum que parece ter sido concebido como uma reflexão prolongada. Poucos meses após a consolidação de seu universo musical, o artista de Pré-Saint-Gervais lança um disco onde os silêncios são tão importantes quanto as letras. É um projeto que se destaca pela sua simplicidade, uma vontade clara de se afastar dos códigos dominantes e explorar territórios mais sombrios e íntimos.

A solidão do criador: ausência de produtores e colaborações em onze faixas

MALVADO se desenrola em um silêncio quase total. Isso cria uma atmosfera de criação isolada, como se cada faixa fosse o resultado de uma reflexão pessoal, sem intermediários, sem concessões. Essa ausência não é resultado de um esquecimento ou falta, mas parece ser uma escolha deliberada. Lesram se estabelece aqui como o autor absoluto de seu universo, deixando a cada faixa espaço para respirar e ressoar fora das normas do rap contemporâneo.

« AUSTIN POWERS feat. Limsa d'Aulnay »: um momento de luz em meio à escuridão total

O único título que quebra essa solidão é AUSTIN POWERS, no qual aparece Limsa d'Aulnay. Essa colaboração, embora breve, adiciona uma nova dimensão à música. Sua voz, mais leve e menos sombria, contrasta com a atmosfera geral do álbum. É como se essa participação especial trouxesse uma nova perspectiva em um cenário que normalmente é marcado pela escuridão. Limsa d'Aulnay não interfere na mensagem, mas a complementa, oferecendo uma visão diferente sobre os temas abordados.

Entre traição e amizade: a tensão narrativa dos temas abordados

O álbum explora temas profundos – amizade, traição, reflexão sobre o mundo. Esses temas não são abordados de forma convencional, nem com os códigos leves do rap atual. Lesram se insere em uma linha mais introspectiva, onde cada verso parece ter peso, onde cada palavra é uma escolha. Isso contrasta fortemente com as sonoridades do "trap variété", que frequentemente dominam o cenário musical francês. Aqui, a música não é apenas um meio de entretenimento, mas uma ferramenta de exploração pessoal.

A distância do "trap variété" como uma ruptura com os códigos dominantes

MALVADO inscreve-se, portanto, numa vontade de romper com o convencional. Parece que Malvado deliberadamente escolheu distanciar-se das tendências atuais, para propor um disco que se assemelha mais a uma obra de arte do que a um álbum de rap. Isso não significa ausência de ritmo ou estrutura, mas sim uma reavaliação do papel do rap na narrativa e na expressão emocional. O álbum é técnico, introspectivo, e, por vezes, até inquietante – como se tentasse expressar emoções que a linguagem comum não conseguiria capturar. A ausência de produtores creditados, a simplicidade do disco, a singularidade da participação de outro artista no AUSTIN POWERS: tudo em MALVADO parece ser construído em torno de um contraste. Entre luz e sombra, solidão e colaboração, introspecção e narrativa. É um álbum que não procura agradar, mas sim expressar – e o que ele expressa é forte, denso, e, por vezes, inesperado. Não há espaço para facilidades aqui, apenas uma vontade de ir além das aparências, na intimidade do som e da palavra.

🎬 Os videoclipes do álbum

12 clips · reprodução contínua

Faixas

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🔥 Os temas que estão a bombar

Classificação Hip-Hop/R&B · semana de 12/10/2026

  1. 1Solar Eclipse— Drake & Don Toliver
  2. 2Quebec— Drake
  3. 3I Just Might— Bruno Mars
  4. 4Cold Shoulder— Drake, Don Toliver & Yebba
  5. 5Janice STFU— Drake
  6. 6Dead Fresh— Lil Baby
  7. 7Classic— Drake
  8. 8What You Need— Tems
  9. 9Cinderella— Mac Miller Featuring Ty Dolla $ign
  10. 10So Good— Jhene Aiko Featuring Kendrick Lamar

Crítica publicada em 01/10/2026 · Crónicas

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