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Lil Uzi Vert - The Real Uzi
Chronique d'album

Lil Uzi Vert - The Real Uzi

Nota da redação6,0/ 10
Por Le Stagiaire·

Uzi Intro: a sombra do primeiro álbum de estúdio

Uzi Intro: as fundações de um álbum de transição

O álbum The Real Uzi começa com a faixa 1, Uzi Intro, um tema solo que estabelece as bases de um álbum de transição, longe das confusões entre EP e mixtape. Este álbum de estúdio, composto por 17 faixas e lançado em 5 de agosto de 2014, marca uma etapa crucial na carreira de Symere Woods, muito antes do seu primeiro sucesso comercial. A primeira face caracteriza-se por uma introspecção bruta, onde o artista explora sozinho os seus territórios, longe das extensões artísticas creditadas que viriam mais tarde a estruturar a sua discografia. Esta abertura solo define uma atmosfera onde a mensagem nasce de uma negociação constante entre a escrita pessoal e a estratégia colaborativa, criando um contraste essencial já no primeiro tema do álbum.

Trappin Work feat. Kur: a luz do featuring final

Ao contrário desta introdução solitária, a faixa 17, Trappin Work, selou o pacto comercial com a presença creditada de Kur na última sequência do álbum. Essa colaboração encerra o álbum numa nota de luz pura, ilustrando como figuras externas vêm estruturar o final de um trabalho que permanece, acima de tudo, um primeiro álbum de estúdio oficial. A participação de Kur nessa conclusão não é anedótica: ela valida o estatuto de um artista disposto a colaborar e a se abrir ao ecossistema do rap, transformando The Real Uzi numa identidade visual onde a trajetória parece já estar ditada pelo aporte externo. Essa última faixa serve de contraponto à introdução, criando uma arquitetura sonora onde a sombra do artista sozinho convive com a luz dos convidados.

We on It e Asian Chicks: a sombra das colaborações creditadas

O corpo do álbum é atravessado por quatro figuras tênues que estruturam o trabalho sem jamais alcançar o estatuto icônico de uma aliança maior. Na faixa 3, We on It, Lee Mazin traz sua presença creditada, adicionando uma textura colaborativa a uma canção. Mais adiante, na faixa 6, Whippin recebe A$AP Ant para uma aparição que não muda radicalmente o estatuto do próximo álbum de estúdio do artista, Luv Is Rage (2015), mas que já mostra o caminho para projetos mais ambiciosos. A faixa 13, Asian Chicks, integra Gillie da Kid, uma voz que marca um momento do álbum sem, contudo, transformar esse trabalho no ponto de partida de uma continuidade histórica mais abrangente. Essas faixas ilustram uma estratégia em que a contribuição externa dita o ritmo de um primeiro álbum, longe das referências posteriores como Pink Tape (2023) ou Eternal Atake 2 (2024), que virão muito mais tarde.

Da rua ao Billboard 200: uma trajetória de transição

Entre a sombra da introdução e a luz do featuring final, The Real Uzi desenha uma trajetória onde o conceito 'Real Uzi' emerge da constante negociação entre a escrita solo e as extensões artísticas. O álbum não visa diretamente o topo das paradas, como fará mais tarde Luv Is Rage 2 (2017), mas estabelece os alicerces de uma carreira que evoluirá rapidamente em direção a um emo rap carregado de emoção. Peças como Senor Guapo ou Tropics reforçam essa identidade visual e sonora única, mesmo que os dados não detalhem a produção específica desses títulos. O lugar deste álbum na carreira do artista é o de um precursor, precedendo diretamente o mixtape Luv Is Rage (2015), que por sua vez anuncia a era do estúdio. É um disco onde a densidade dos 17 títulos revela uma vontade de preencher um espaço discográfico sem ainda dominar a máquina comercial.

The Real Uzi: o discurso nascido do contraste entre a sombra e a luz

O balanço de The Real Uzi é o de um álbum de transição, onde cada faixa traz informações novas sobre a crescente maturidade do artista. A tensão entre uma introdução solo e uma conclusão colaborativa define a estética geral, onde a mensagem nasce do contraste entre a introspecção bruta e uma estratégia audaciosa. Não encontramos aqui os nomes de produtores emblemáticos como Pharrell Williams ou Pi'erre Bourne, que marcarão os álbuns seguintes, nem as colaborações com The Weeknd ou Oh Wonder que virão em Luv Is Rage 2 (2017). The Real Uzi permanece um capítulo onde a ausência de adjetivos como "primeiro" ou "o maior" define a realidade objetiva. É um disco onde cada participação, seja de Lee Mazin, A$AP Ant, Gillie da Kid ou Kur, é uma peça que se junta a uma construção solo já sólida.

- **Informações técnicas

- Lançamento : 5 de agosto de 2014 - Faixas : 17 - Início / fim : Uzi Intro / Trappin Work

🎬 Os videoclipes do álbum

17 clips · reprodução contínua

Faixas

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🔥 Os temas que estão a bombar

Classificação Hip-Hop/R&B · semana de 26/10/2026

  1. 1I Just Might— Bruno Mars
  2. 2Janice STFU— Drake
  3. 3What You Need— Tems
  4. 4Solar Eclipse— Drake & Don Toliver
  5. 5Dead Fresh— Lil Baby
  6. 6Quebec— Drake
  7. 7So Good— Jhene Aiko Featuring Kendrick Lamar
  8. 8WTF GOIN— Belly Gang Kushington & 21 Savage
  9. 9Cold Shoulder— Drake, Don Toliver & Yebba
  10. 10Cinderella— Mac Miller Featuring Ty Dolla $ign

Crítica publicada em 31/10/2026 · Crónicas

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