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Pezet - Muzyka popularna
Chronique d'album

Pezet - Muzyka popularna

Nota da redação7,5/ 10
Por Le Stagiaire·

O ano de 2025 reserva uma surpresa para os amantes do rap: a gravadora Pezet lança Muzyka Popularna, um álbum onde a solidão artística dá lugar à troca de vozes. Nos vinte e dois temas, nenhum é apresentado individualmente; a estratégia é clara: a colaboração é a única forma de narrativa. Essa densidade transforma cada faixa em um diálogo, ancorando a obra em um presente compartilhado entre uma multiplicidade de vozes que dialogam com Pezet.

O pacto colaborativo: sem faixas solo

A gênese desta obra impõe a colaboração como a única linguagem comum. A duração total de cinquenta e oito minutos e doze segundos sugere um ritmo dinâmico, favorecendo a forma do diálogo em vez de longas improvisações. Essa abordagem coletiva elimina a fronteira entre o artista principal e seus convidados, criando um ecossistema sonoro onde a identidade de Pezet se manifesta através de cada convidado creditado. É uma estratégia que rejeita a exibição individual, privilegiando o universo sonoro compartilhado, transformando cada faixa em uma contribuição para um projeto maior do que um simples álbum de estúdio.

Kubi, produtor, abre o livro

Já na primeira faixa, intitulada Gdy przegrywasz, o tom colaborativo é estabelecido de forma clara. A faixa é iniciada por Kubi Producent, cuja presença marca o projeto desde o início. Este título de introdução estabelece imediatamente o pacto de confiança que guiará todo o álbum. Ao confiar as primeiras palavras a este produtor e colaborador, Pezet transforma a faixa 1 em uma declaração de intenção coletiva. Kubi Producent não apenas aparece, mas assume o título de abertura, selando a aliança desde o início do disco.

A influência de Pedro ao longo do catálogo

Esta é uma de suas primeiras aparições neste álbum, repleto de referências, onde sua voz atravessa o disco como um fio condutor discreto, mas essencial. Sua presença recorrente garante a coerência dentro do coletivo, criando uma espécie de memória interna no álbum, onde algumas figuras assumem a liderança para garantir a transição entre diferentes fases narrativas.

Interfejs e Odległość: a diversificação das parcerias

A quarta faixa, Interfejs, conta com a participação de Auer, que traz sua assinatura característica para enriquecer o cenário vocal do álbum. Algumas faixas adiante, Odległość confirma a presença de Favst com uma participação solo dedicada, demonstrando que a estratégia não se limita a colaborações regulares, mas também acolhe contribuições pontuais. Essa diversidade de parcerias ilustra a amplitude do projeto: cada convidado é selecionado por sua contribuição específica, seja por uma assinatura única ou por uma reaparição estratégica.

Happysad: a explosão coletiva em quatro

Se algumas faixas privilegiam um duo, outras demonstram a capacidade do álbum de suportar densidades vocais ainda maiores. A faixa 17, Happysad, reúne quatro convidados diferentes: Hanafi, Err Bits, Hubi e Adash. Isso comprova que a estrutura do álbum pode absorver essa explosão coletiva, transformando a densidade em força, em vez de confusão.

Para encerrar o álbum, essa faixa de destaque oferece um encerramento memorável que valida a ambição coletiva do ciclo. A posição da faixa em 22 não é acidental: ela confere a Louis Villain um papel de fechamento, marcando o fim do projeto com uma voz que só aparece nas faixas 8 e 22.

Uma escrita multifacetada para um único artista

Esta obra completa e expande significativamente o catálogo do artista, incorporando uma variedade de figuras centrais do rap polonês, como Mata, Kaz Bałagane e Da Vosk Docta, em títulos icônicos como Plan B ou Z Polski. A presença massiva de convidados, juntamente com a lista exaustiva de colaboradores creditados para as vinte e duas faixas, demonstra a intenção do artista de criar um evento verdadeiramente colaborativo, em vez de uma simples coleção de singles. A densidade sonora, sustentada por uma duração total de 58 minutos e 12 segundos, permite que contribuições variadas, desde esquetes complexas até aparições solo, se encaixem sem diluir a identidade do produtor, transformando o rap em uma forma de sinfonia coletiva, onde cada voz contribui para uma narrativa única. A gravadora Pezet, já ativa em faixas marcantes como Muzyka współczesna (2019) e obras históricas como Muzyka klasyczna (2002) ou Dziś w moim mieście (2010), aqui marca uma ruptura definitiva com a tradição do álbum solo. O álbum se insere diretamente após Muzyka Klasyczna, publicado no mesmo ano de 2025, e anuncia Historie z sąsiedztwa 2025, que verá a luz em 2026. Esta trajetória cronológica confirma que Muzyka Popularna constitui um ponto central na discografia do artista, situado entre dois projetos importantes do ano atual. A lista de faixas revela uma arquitetura onde cada título, de Gdy przegrywasz a Złamałem kark, atua como um elo em uma cadeia ininterrupta de colaborações, eliminando qualquer faixa solo em favor de um constante intercâmbio vocal. A presença destes artistas, juntamente com a de novas vozes como Faustyna Maciejczuk em Wendy Darling ou Bruno em Zachody i zorze, demonstra a intenção de expandir o escopo sonoro além do círculo habitual de colaborações anteriores. Cada participação é aqui uma escolha estratégica, transformando o álbum em um manifesto da diversidade vocal polonesa, onde a soma dos talentos excede em muito a simples soma das performances individuais. A lista de faixas confirma a amplitude deste projeto colaborativo, detalhando com precisão a participação de cada colaborador: Pedro aparece em três faixas (Pierwszy track, Casa de papier e Plan B), enquanto Favst intervém em três ocasiões (Odległość, Z Polski e Wendy Darling). Jonatan, por sua vez, deixa sua marca em quatro faixas diferentes (Zizu, Głupi sen, Nitro e Lepiej gonić niż złapać), demonstrando uma constante porosidade artística. Outros artistas importantes, como Mata, Kaz Bałagane, Da Vosk Docta e Louis Villain (em duas faixas), ancoram a obra no cenário atual do rap polonês, enquanto nomes como Chivas, Err Bits e Hanafi enriquecem a paleta sonora com suas contribuições respectivas. A presença destas figuras, incluindo colaborações menos frequentes como as de Kizo, BeMelo ou René, valida a ambição do álbum: criar um espaço onde a diversidade das vozes se entrelaça para formar uma narrativa coerente e robusta, longe de uma simples acumulação de participações. Ao não conceder espaço à solidão, Pezet demonstra que o rap pode funcionar como uma sinfonia coletiva, sem perder sua coerência.

Ficha técnica

- Lançamento: 31 de outubro de 2025 - Gravadora: Pezet - Número de faixas: 22 (58 minutos e 12 segundos) - Abertura / Encerramento: Gdy przegrywasz / Złamałem kark - Participações: Kubi (produtor), Favst, Pedro, Auer, PSR, prod_rvmen, DKanee, Da Vosk Docta, Louis Villain, Jonatan, Michał Lange, Mata … - Álbum anterior: Muzyka Klasyczna (2025)

🎬 Os videoclipes do álbum

22 clips · reprodução contínua

Faixas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5
  6. 6
  7. 7
  8. 8
  9. 9
  10. 10
  11. 11
  12. 12
  13. 13
  14. 14
  15. 15
  16. 16
  17. 17
  18. 18
  19. 19
  20. 20
  21. 21
  22. 22

🔥 Os temas que estão a bombar

Classificação Hip-Hop/R&B · semana de 12/10/2026

  1. 1Solar Eclipse— Drake & Don Toliver
  2. 2Quebec— Drake
  3. 3I Just Might— Bruno Mars
  4. 4Cold Shoulder— Drake, Don Toliver & Yebba
  5. 5Janice STFU— Drake
  6. 6Dead Fresh— Lil Baby
  7. 7Classic— Drake
  8. 8What You Need— Tems
  9. 9Cinderella— Mac Miller Featuring Ty Dolla $ign
  10. 10So Good— Jhene Aiko Featuring Kendrick Lamar

Crítica publicada em 19/10/2026 · Crónicas

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