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Roy Woods - X
Chronique d'album

Roy Woods - X

Por Le Stagiaire·

X é apresentado como um projeto conciso, mas intenso, onde Roy Woods opta por não buscar uma ruptura radical, priorizando uma imersão total em seus códigos sonoros. Lançado em 7 de agosto de 2026 na OVO Sound, este álbum de dez faixas não tem como objetivo mudar as regras do jogo, mas sim aprofundar uma exploração dos espaços complexos que separam o desejo da vulnerabilidade. É um álbum onde o artista entra em sua próxima fase, sem abandonar seu universo familiar, ancorando cada nota nesse R&B atmosférico que definiu sua trajetória desde Waking at Dawn até Dark Nights. A produção, embora considerada por alguns como segura, oferece um som imediato e pessoal que permanece fiel ao legado da carreira do rapper.

O impacto inicial: "How You Say My Name", a porta de entrada para uma vulnerabilidade assumida

O disco se apresenta de forma suave, com uma abertura que imediatamente chamou a atenção, longe das fórmulas esperadas após Dark Nights. How You Say My Name, a primeira faixa do projeto, funciona como a espinha dorsal de toda a démarche artística. Essa introdução estabelece o tom de uma introspecção assumida, onde Roy Woods decide mostrar as fragilidades entre confiança e incerteza desde o primeiro segundo. A faixa abre caminho para um terreno neutro, onde a intimidade é o elemento dominante, preparando o ouvinte para uma escuta que não buscará o espetáculo externo, mas sim a autenticidade crua. É aqui que se delineia a tensão central do disco: a capacidade do artista de navegar entre a independência e a necessidade de ser ouvido, sem nunca comprometer sua afinidade com as sonoridades suaves que caracterizam seus trabalhos recentes, como Rolling Stone.

O coração do projeto: um R&B atmosférico constante entre desejo e intimidade

Ao atravessar a porta, o álbum mergulha em uma atmosfera constante, onde as faixas se sucedem sem buscar surpresas técnicas. A maioria das faixas apresenta uma coerência que lembra fortemente a abordagem de Mixed Emotions ou Exis (Anniversary Edition), confirmando que Roy Woods prioriza aqui a fidelidade ao seu próprio estilo, em vez de buscar uma evolução sonora. É possível encontrar essa capacidade de habitar estados emocionais, onde o desejo e a fragilidade coexistem, criando uma textura que parece respirar sozinha. No entanto, essa constância é acompanhada por uma crítica válida: a produção é frequentemente considerada pouco imaginativa, pois repete os mesmos códigos estabelecidos entre 2024 e 2025. O resultado é um projeto que explora temas profundos, mas que permanece enraizado em uma estética familiar, oferecendo uma experiência imediata, mas deixando em aberto a questão da necessidade de uma ruptura estilística.

A singularidade colaborativa: Jozzy em "Down In Your Ways", o brilho único no solo

No meio dessa arquitetura solitária, apenas um ponto de contraste quebra a monotonia da faixa. É apenas em Down In Your Ways, que ocupa a oitava posição na lista de músicas, que Roy Woods aceita incorporar uma voz diferente do seu projeto: Jozzy. Essa colaboração é muito mais do que uma simples adição técnica; marca um ponto de virada tardio no álbum, onde as outras faixas permanecem estritamente solo. A presença de Jozzy traz uma energia diferente, contrastando com o restante do disco, que é descrito como light on the features. É uma adição sutil a um álbum onde cada segundo é importante, lembrando que até os maiores artistas às vezes precisam de uma voz diferente para ancorar suas letras na realidade compartilhada.

A evolução em segurança: produzir como em 2024, sem interrupções ou surpresas técnicas

O conjunto de obras confirma a vontade de Roy Woods de evoluir, mantendo-se perfeitamente reconhecível. Embora o álbum represente um passo em direção a um som R&B mais definido, ele não apresenta novidades técnicas ou de produção que o afastem das bases estabelecidas em Dark Nights e Rolling Stone. Essa abordagem conservadora é interpretada de duas maneiras: ela tranquiliza os fãs fiéis de um estilo consistente, ao mesmo tempo em que alguns a consideram uma falta de ousadia necessária. É uma abordagem em que o legado pesa mais do que a tentativa de inovação, transformando cada faixa em uma variação sobre um tema já explorado.

O encerramento intenso: Do You Get Angry, a última faixa de uma jornada de 10 músicas

O disco termina com uma nota que ainda ressoa após as últimas 29 minutos e alguns segundos. A décima faixa, Do You Get Angry, conclui este curta-metragem com uma intensidade que parece sintetizar todas as tensões acumuladas ao longo das faixas anteriores. Esta conclusão não busca abrir novas portas, mas sim selar a experiência vivida nesses espaços entre intimidade e distância. Ao finalizar o projeto com esta faixa, Roy Woods dá ao seu álbum uma estrutura narrativa completa, onde cada faixa encontra o seu lugar, desde a curiosa introdução de How You Say My Name até à reflexão final sobre a raiva contida. É uma avaliação concisa, mas honesta, de um artista que escolheu trilhar o seu próprio caminho, sem se afastar demasiado do seu centro de gravidade musical.

Informações técnicas

- Lançamento: 7 de agosto de 2026 - Gravadora: OVO Sound - Faixas: 10 (29 min 04 s) - Início / final: How You Say My Name / Do You Get Angry - Participações: Jozzy - Álbum anterior: Dark Nights (2025)

🎬 Os videoclipes do álbum

10 clips · reprodução contínua

Faixas

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🔥 Os temas que estão a bombar

Classificação Hip-Hop/R&B · semana de 12/10/2026

  1. 1Solar Eclipse— Drake & Don Toliver
  2. 2Quebec— Drake
  3. 3I Just Might— Bruno Mars
  4. 4Cold Shoulder— Drake, Don Toliver & Yebba
  5. 5Janice STFU— Drake
  6. 6Dead Fresh— Lil Baby
  7. 7Classic— Drake
  8. 8What You Need— Tems
  9. 9Cinderella— Mac Miller Featuring Ty Dolla $ign
  10. 10So Good— Jhene Aiko Featuring Kendrick Lamar

Crítica publicada em 13/10/2026 · Crónicas

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