
Soulja Boy - Big Draco
BOP! não busca surpreender com um fluxo complexo, mas sim com uma postura imediata. Este primeiro título estabelece as regras do jogo em Big Draco desde o primeiro segundo: estamos no universo do "swag", cru e direto, onde a produção simples define o tom antes mesmo que as letras ganhem força. Soulja Boy (DeAndre Cortez Way) reafirma sua intenção de permanecer no controle de seu universo sonoro, longe dos arranjos elaborados que frequentemente caracterizam os álbuns produzidos por grandes gravadoras.
Bow Wow vs. Soulja Boy feat. Bow Wow: o confronto com uma estrela do passado
No entanto, o álbum não se limita a uma postura solitária. Em Bow Wow vs. Soulja Boy, o álbum introduz uma tensão fundamental entre a estética "low-fi" que fundamenta a identidade do artista e a repentina inclusão de um nome importante na cultura hip-hop. Bow Wow não está ali apenas como um elemento sonoro, ele vem personificar uma época em que o rap do sul se abriu para grandes figuras do pop-rap, criando um contraste imediato com a intimidade das faixas solo. Esta colaboração funciona como um espelho: lembra que Soulja Boy sempre navegou entre projetos independentes e estas colaborações comerciais, que às vezes podem afetar sua coerência estilística.
Trappin So Hard feat. Desiigner: a introdução de um som pop e de uma produção mais polida
É aqui que a produção parece evoluir para um formato mais elaborado, menos marcado pelos elementos eletrônicos que predominavam em seus primeiros álbuns. Desiigner utiliza sua voz característica para ancorar a música em um registro pop-rap acessível, o que contrasta com a abordagem mais "faça você mesmo" de Soulja Boy. Este momento marca uma tentativa de integração em circuitos mais amplos, onde a clareza melódica substitui parcialmente a complexidade rítmica habitual nos primeiros álbuns de rap do sul.
10 Girls In The Lobby feat. Omarion: o momento glamouroso que contrasta com o restante do álbum
A dimensão temática se intensifica ainda mais em 10 Girls In The Lobby. Omarion introduz uma estética glamourosa, quase cinematográfica, que contrasta diretamente com o realismo das outras faixas do álbum. Esta música funciona como um contraponto deliberado: onde "BOP!" falava sobre a rua e a autenticidade, aqui a produção se veste de códigos visuais e sonoros associados ao luxo e ao requinte. A presença de Omarion reforça essa imagem de sucesso material, mas também uma certa distância em relação às raízes do "swag" que fundamentam o restante da obra.
I Was The First Rapper: o encerramento autobiográfico que fecha o ciclo
O título "I Was The First Rapper" reflete um tema autobiográfico. Esta faixa não apresenta nenhuma colaboração e se insere em uma lógica de reafirmação histórica, em oposição a colaborações passageiras. Ela funciona como um ponto de referência que lembra que todas essas parcerias com outros artistas não devem apagar a trajetória pessoal do artista. O título encerra o álbum em uma nota que remete aos seus primeiros trabalhos e ao seu status pioneiro, selando assim um ciclo narrativo onde as colaborações servem, acima de tudo, para fortalecer a identidade solo de Soulja Boy.
Informações técnicas
- Lançamento: 28 de julho de 2021 - Gravadora: Universal Music Group, Interscope Records - Faixas: 12 (26 minutos e 59 segundos) - Abertura / Encerramento: BOP! / I Was The First Rapper - Convidados: Bow Wow, Tadoe, Desiigner, Omarion - Álbum anterior: Soulja World (2021)
🎬 Os videoclipes do álbum
12 clips · reprodução contínua
Faixas
- 1
- 2
- 3
- 4Track Hawkfeat. Tadoe
- 5
- 6
- 7Trappin So Hardfeat. Desiigner
- 8
- 9
- 10
- 11
- 12
🔥 Os temas que estão a bombar
Classificação Hip-Hop/R&B · semana de 12/10/2026
- 1Solar Eclipse— Drake & Don Toliver
- 2Quebec— Drake
- 3I Just Might— Bruno Mars
- 4Cold Shoulder— Drake, Don Toliver & Yebba
- 5Janice STFU— Drake
- 6Dead Fresh— Lil Baby
- 7Classic— Drake
- 8What You Need— Tems
- 9Cinderella— Mac Miller Featuring Ty Dolla $ign
- 10So Good— Jhene Aiko Featuring Kendrick Lamar

