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SZA - SOS
Chronique d'album

SZA - SOS

Nota da redação9,5/ 10
Por Le Stagiaire·

SZA não se limita a fazer declarações sobre sua música; ela a personifica em uma obra que se recusa a ser categorizada de forma simples. Este segundo álbum de estúdio, lançado em 9 de dezembro de 2022 através das gravadoras Top Dawg Entertainment e RCA Records, não busca se restringir, mas sim se expandir livremente, criando um universo onde a música pop, o hip-hop e o indie dialogam sem hierarquia.

SOS: seis colaborações narrativas (Kendrick Lamar, Don Toliver x2, Phoebe Bridgers, Travis Scott) que expandem os limites do som de SZA

A arquitetura deste projeto se baseia em uma estratégia colaborativa bem definida, onde cada artista contribui com uma textura distinta para enriquecer a complexidade do álbum. A participação de Kendrick Lamar na faixa "30 for 30" imediatamente coloca o álbum no universo do hip-hop, oferecendo um contraste poderoso com a voz delicada de SZA e validando sua ambição de conectar esses dois mundos. Por outro lado, Don Toliver aparece em duas faixas: "Joni" e "Used". Nessas músicas, seu estilo único adiciona uma camada extra de textura hip-hop, criando um diálogo rítmico que se integra perfeitamente à paleta de nuances do projeto, sem dominar o espaço. A participação de Phoebe Bridgers em "Ghost in the Machine" introduz uma dimensão melancólica e alternativa, remetendo às raízes do indie rock e criando uma atmosfera sombria que contrasta com os beats mais pesados. Finalmente, a colaboração com Travis Scott em "Open Arms" amplia ainda mais essa paleta sonora trap/hip-hop, adicionando energia e profundidade a uma faixa que funciona como um elo entre as diferentes facetas do álbum. Essas seis colaborações estratégicas não são meros adendos; elas redefinem concretamente o legado de uma artista capaz de navegar com facilidade entre diversos universos musicais, construindo uma identidade sonora híbrida que desafia as etiquetas clássicas.

Uma análise crítica do álbum da SZA, que destaca a maturidade vocal em contraste com a rigidez dos álbuns anteriores

A crítica elogiou o álbum "SOS" pela sua riqueza musical e vocal aprimorada, descrevendo-o como um álbum mais maduro e sofisticado do que o seu antecessor, "Ctrl". Esta evolução se traduz numa maior liberdade de expressão, permitindo que a SZA explore 23 faixas, explorando uma diversidade rítmica e lírica sem se limitar a um formato restrito. O álbum é percebido como um projeto livre e exploratório, onde a cantora decide não se restringir, ao contrário da abordagem mais rígida dos álbuns anteriores. Esta abertura permite uma exploração aprofundada de temas variados, apoiada por uma produção que favorece esta expansão sonora.

O legado de uma artista que rejeita a categorização no gênero R&B, abraçando uma identidade sonora híbrida e complexa

Além das colaborações, "SOS" se destaca pelo recusa explícita da SZA em ser classificada como artista de R&B. Ela prefere o termo "glitter trap" para descrever a sua música, uma escolha que reflete a natureza híbrida e complexa do álbum. A capa do álbum, inspirada numa fotografia, acompanha visualmente esta démarche artística que busca transcender as categorias estabelecidas. Uma reedição, intitulada "SOS Deluxe: Lana", foi lançada em 20 de dezembro de 2024, adicionando quinze faixas adicionais e prolongando ainda mais esta exploração sem fim da identidade sonora da cantora.

🎬 Os videoclipes do álbum

23 clips · reprodução contínua

Faixas

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🔥 Os temas que estão a bombar

Classificação Hip-Hop/R&B · semana de 12/10/2026

  1. 1Solar Eclipse— Drake & Don Toliver
  2. 2Quebec— Drake
  3. 3I Just Might— Bruno Mars
  4. 4Cold Shoulder— Drake, Don Toliver & Yebba
  5. 5Janice STFU— Drake
  6. 6Dead Fresh— Lil Baby
  7. 7Classic— Drake
  8. 8What You Need— Tems
  9. 9Cinderella— Mac Miller Featuring Ty Dolla $ign
  10. 10So Good— Jhene Aiko Featuring Kendrick Lamar

Crítica publicada em 29/07/2026 · Crónicas

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