
O álbum V.A.D.O. será lançado em 31 de julho de 2026, na DMG, trinta e seis minutos e vinte e cinco segundos após a faixa 1 (VADO Anthem), para suceder a V-Day 4 (2023). Entre essas duas, o artista já lançou Long Run, Vol. 2 (2022), Slime Flu (2010), Long Run Vol. 1 (2019) e V-Day 3 (2019). Este álbum explora uma questão simples: como manter a própria identidade em meio a tantas vozes estrangeiras? Ele não apenas estabelece o tom; ele ancla o álbum em uma dinâmica de parceria vocal imediata. Essa presença é fundamental: ela estrutura a abertura do projeto. A colaboração não para por aí. Ela se estende pelas faixas 2, Enemies, e 3, Pull Up. Nas três faixas consecutivas, Vado e Ron Browz definem o ritmo inicial. A parceria parece ser o cerne do próprio conceito do álbum.
Um duo fundador com Ron Browz nas primeiras faixas
Yeah Ha (com Dave East) Além dos ensaios com Ron Browz, a faixa explora outras conexões através da faixa 4, Yeah Ha, que apresenta Dave East. Esta faixa não é apenas uma participação; ela reacende um dueto com raízes antigas. Podemos ouvir as colaborações anteriores de Vado com Dave East em "Same Bitch" (V-Day 3), "No Cap" (V-Day 3) e "Politics" (Long Run Vol. 1). A presença de Dave East aqui conecta o passado recente com o lançamento atual, ao mesmo tempo em que evoca uma participação recente em FOR THE LOVE 2.5 (2026). Esta faixa se torna uma ponte temporal, onde a história das colaborações enriquece o presente deste álbum de estúdio.
Vozes internacionais expandem a paleta vocal
Da Zone Son (com Pyrex Porter) & IDFWU (com Bad Beauty) A estrutura do álbum se amplia ainda mais com as faixas 6 e 7. Na faixa Da Zone Son (faixa 6), Pyrex Porter traz sua assinatura característica, enquanto na faixa IDFWU (faixa 7), Bad Beauty intervém para expandir a paleta vocal. Estas duas faixas apresentam vozes de outros lugares. Elas ilustram a quebra das fronteiras geográficas e estilísticas: longe de serem meras adições, estas participações trazem uma diversidade que enriquece a narrativa global, sem diluir a identidade de Vado. Cada convidado contribui para uma textura sonora mais rica.
Ron Browz consolida a base do projeto
Bag On Ya Head (feat. Ron Browz) Após esta série de intervenções variadas, o álbum retorna à sua principal colaboração com a faixa 8, Bag On Ya Head, que novamente apresenta Ron Browz. Este terceiro título colaborativo confirma que a parceria é muito mais do que um simples encontro; é o retorno do parceiro fiel, que consolida a estrutura do álbum. Esta reaparição demonstra que a colaboração não é passageira, mas constitui uma base fundamental através da qual o projeto se desenvolve, oferecendo estabilidade vocal no centro de um álbum tão repleto de convidados.
Uma homenagem às figuras lendárias do hip-hop
Goat Hated (feat. Jae Millz)
O álbum encerra sua série de colaborações importantes com a faixa 9, Goat Hated, que apresenta Jae Millz. Essa participação faz referência a um passado distante, quando Vado e Jae Millz se encontraram em "Filthy Game" (Slime Flu). A presença de Jae Millz aqui serve como uma homenagem à cena americana, conectando o início da carreira do artista com as realidades atuais do hip-hop. Essa colaboração valida o projeto como um ápice vocal e colaborativo, onde cada convidado é escolhido por sua capacidade de dialogar com a história de Vado. O álbum termina com uma nota marcante, com Sharke, que ocupa a última faixa, oferecendo uma conclusão ao projeto após essa longa série de interações vocais. Essa estrutura de onze faixas, das quais oito contêm participações, demonstra uma vontade clara de compartilhar o espaço sonoro sem sacrificar a direção artística de Vado. A escolha dos convidados também revela uma estratégia temporal precisa: se Dave East e Jae Millz são figuras do passado recente ou distante, lembradas aqui, sua inclusão nesse contexto específico em 2026, enquanto Vado participa de FOR THE LOVE 2.5 no mesmo ano, destaca uma vontade de reativar a história, em vez de simplesmente prolongá-la linearmente. A economia do álbum, limitada a pouco mais de trinta e seis minutos para onze faixas, sugere que cada segundo é dedicado a esses diálogos complexos entre Vado e seus parceiros, transformando V.A.D.O. em uma antologia viva, onde a identidade do artista se molda em contato com vozes externas, mantendo sua autonomia criativa intacta. A cronologia discográfica de Vado ganha uma dimensão particular com V.A.D.O., que se insere em uma trajetória marcada pela densidade das últimas saídas, entre os álbuns de estúdio principais como Long Run, Vol. 2 (2022) e o episódio mais recente V-Day 4 (2023). Essa proximidade temporal com seus trabalhos anteriores não diminui a ambição do projeto, ao contrário: em apenas onze faixas, o álbum atinge uma compacidade rara para um artista de seu calibre, sugerindo uma abordagem cirúrgica, onde cada segundo dos trinta e seis minutos e vinte e cinco segundos é dedicado a refinar a textura sonora. A economia voluntária deste novo trabalho contrasta com a abundância das colaborações passadas, transformando V.A.D.O. em um condensado de uma carreira rica, onde os convidados não são meros adornos, mas arquitetos essenciais da narrativa global. Essa estratégia de seleção revela uma maestria absoluta da dinâmica colaborativa, que vai muito além dos simples lembretes históricos. Se o álbum reativa laços antigos com Dave East ou Jae Millz, ele também integra vozes como Pyrex Porter e Bad Beauty, que expandem o espectro estilístico sem diluir a identidade central do projeto. A presença de Ron Browz em três faixas consecutivas no início, e seu retorno posterior, confirmam que ele é um parceiro de confiança, enraizado na própria concepção do álbum, muito antes de seu lançamento oficial em 31 de julho de 2026. Assim, V.A.D.O. não se limita a suceder V-Day 4; ele reorganiza o legado vocal de Vado em uma antologia viva, onde cada participação creditada serve como um elo em uma cadeia ininterrupta de interações artísticas, validando definitivamente seu status de maestro capaz de liderar um coro internacional, preservando rigorosamente sua direção artística. A duração total confirma uma economia voluntária do projeto, onde cada segundo é importante. Publicado pela gravadora DMG, este álbum de estúdio não se define pela quantidade, mas pela qualidade da evolução colaborativa: ele valida Vado como um artista capaz de orquestrar um coro internacional, sem perder sua essência.
Ficha técnica
- Lançamento: 31 de julho de 2026 - Gravadora: DMG - Faixas: 11 (36 minutos e 25 segundos) - Abertura / encerramento: VADO Anthem / Sharke - Convidados: Ron Browz, Dave East, Pyrex Porter, Bad Beauty, Jae Millz - Álbum anterior: V-Day 4 (2023)
🎬 Os videoclipes do álbum
11 clips · reprodução contínua
Faixas
- 1VADO Anthemfeat. Ron Browz
- 2
- 3
- 4
- 5
- 6Da Zone Sonfeat. Pyrex Porter
- 7IDFWUfeat. Bad Beauty
- 8Bag on Ya Headfeat. Ron Browz
- 9Goat Hatedfeat. Jae Millz
- 10
- 11
🔥 Os temas que estão a bombar
Classificação Hip-Hop/R&B · semana de 12/10/2026
- 1Solar Eclipse— Drake & Don Toliver
- 2Quebec— Drake
- 3I Just Might— Bruno Mars
- 4Cold Shoulder— Drake, Don Toliver & Yebba
- 5Janice STFU— Drake
- 6Dead Fresh— Lil Baby
- 7Classic— Drake
- 8What You Need— Tems
- 9Cinderella— Mac Miller Featuring Ty Dolla $ign
- 10So Good— Jhene Aiko Featuring Kendrick Lamar


